A Escola Jesus Cristo é uma instituição espírita fundada por Clóvis Tavares, sob inspiração espiritual de Nina Arueira, em 27/10/1935. Inicialmente denominava-se Escola Infantil Jesus Cristo, pois destinava-se a evangelização de crianças sob a luz da doutrina espírita, funcionando em pequena sala da casinha de D. Didi (mãe de Nina Arueira) aos domingos pela manhã, na antiga rua do Mafra; com a frequência de jovens e adultos, as aulas esclarecedoras do jovem Clóvis, a instituição perdeu o adjetivo, passando a denominar-se Escola Jesus Cristo - Instituição Espírita de Cultura e Caridade. O aumento do número de seus frequentadores levou a necessidade de mudar de local e, em 27 de outubro de 1939, no seu quarto aniversário, passa a funcionar em sua sede própria, adquirida pelo seu fundador com auxílio de amigos, na rua dos Goitacazes, 177 – Lapa, Campos dos Goytacazes/RJ. Atualmente, a instituição, funciona diariamente, com serviços de auxílio ao próximo e de aulas e pregações evangélicas e doutrinárias, descritos abaixo, em postagem do dia 30/08/2010.

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19 de outubro de 2010

São Pedro de Alcântara - O Reformador Franciscano

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ANTES E AGORA
            Antes era preciso lutar por Jesus nos circos e nos cárceres, afrontando a renunciação e a morte.
Agora é indispensável combater pelo Cristo, em nós mesmos, vencendo o egoísmo e a ignorância.
Antes era necessário crer.
Agora é indispensável edificar.
Antes, o mundo perseguia o discípulo do Cristianismo, impondo-lhe sofrimento e sangue.
Agora, o mundo espera que o aprendiz da luz se disponha a auxiliá-lo e redimi-lo.
Antes, os seguidores da Boa Nova enfrentavam suplícios e feras para se afirmarem com o Senhor.
Agora, pelejam na própria carne para alcançar a perfeição.
Antes, o Benfeitor Inesquecível recomendava: - Ide e pregai!
Agora, o Celeste Emissário, por milhares de vozes que descem da Altura, proclama solene: - Ide e exemplificai!
Antes, o programa.
Agora, a realização.
Filhos do Evangelho, não temamos!
O Mestre Ressuscitado vem de novo às assembléias dos continuadores de Sua obra de redenção humana, reiterando-nos a promessa de que permanecerá conosco até o fim dos séculos!...
Caminhemos servindo, armando o coração de humildade.
Antes, o amor infinito a sustentar-nos!
Agora, o infinito amor a soerguer-nos!
Cristo avança!
Cristo reina!
Ave, Cristo!
Pedro de Alcântara
( Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier,
   em reunião íntima, realizada em 1948, na cidade de Pedro Leopoldo – MG )
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                   Frei Pedro de Alcântara – Pedro Garavito, seu nome no século, famoso franciscano espanhol, nasceu em Alcântara, em 1499. Foi benemérito reformador da Ordem Franciscana, fundando o ramo chamado “da mais estrita observância”. É o mesmo São Pedro de Alcântara, grande amigo de Santa Teresa D’Ávila, que em sua autobiografia – Vida – relata as grandezas de sua piedade e humildade. Considerado mestre da mística, é o autor do Tratado de Oração e Meditação. São edificantes suas cartas a Teresa de Jesus.
                 Frei Pedro de Alcântara desencarnou em Arenas, Espanha, com 63 anos de idade e 47 de vida religiosa, no dia 18 de outubro de 1562. É um dos devotados Mentores Espirituais do Grupo Meimei, de Pedro Leopoldo, MG, e da Escola Jesus Cristo, em Campos, RJ.
Clóvis Tavares
( Livro: “Tempo e Amor” )

18 de outubro de 2010

Manoel da Nóbrega - "Primeiro Apóstolo do Brasil"

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           Quinze séculos haviam decorrido sem que eu pudesse imolar-me por amor do Cordeiro Divino, como o fizera, um dia, em Roma, a companheira do coração (Referência a Lívia, esposa do senador Públio Lentulus, cuja vida de devotamento e abnegação Emmanuel descreve em “Há Dois Mil Anos”).
 Vi a floresta a perder-se de vista  o patrimônio extenso entregue ao desperdício, exigindo o retorno à humanidade civilizada e, entendendo as dificuldades do silvícola relegado à própria sorte, nos azares e aventuras da terra dadivosa que parecia sem fim, aceitei a sotaina, de novo, e por Padre Nóbrega conheci, de perto, as angústias dos simples e as aflições dos degredados. Intentava o sacrifício pessoal para esquecer o fastígio mundano e o desencanto de mim mesmo, todavia, quis o Senhor que, desde então, o serviço americano e, muito particularmente, o serviço ao Brasil não me saísse do coração.
A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa.     
Cremos no Reino Divino e pugnamos pela ordem cristã. Desde que reconheçamos a governança e a tutela do Cristo, o nome de quem ensina ou de quem faz não altera o programa. Vale, acima de tudo, a execução...”
( Mensagem de Emmanuel,
psicografada por Chico Xavier em 12/01/1949 )
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Como vemos, antes de reencarnar-se na obscuridade de Sanfins, em Entre-Douro-e-Minho, a 18 de outubro de 1517, quando ainda reinava em Portugal Dom Miguel, o Venturoso, aquele que iria chamar-se Padre Nóbrega visitou, em espírito, o Brasil recém-descoberto, contemplou as florestas extensas, teve a visão do futuro, apiedou-se dos indígenas infortunados e amou a Terra de Santa Cruz que Cabral descobrira...
Em terras de Portugal e Espanha, tão logo reingressa na carne, prepara-se para a grande missão que Deus lhe reservara. Estudou na Universidade de Salamanca, bacharelou-se em cânones na de Coimbra. Ingressando na Companhia de Jesus em 1544, cinco anos depois, designado por Dom João III, vem com Tomé de Souza ao Brasil. Aqui viveu vinte e um anos de dedicações silenciosas e ingentes sacrifícios, evangelizando os silvícolas, ajudando os governadores, pacificando almas, educando e servindo, apostolando e sofrendo. Colaborou grandemente na fundação de Salvador e do Rio de Janeiro. Fundou São Paulo em 1554. Foi conselheiro dos governantes e protetor dos humildes, pai carinhoso dos curumins e enfermeiro dos abandonados, foi professor, pregador, médico, mentor esclarecido, político honesto, servidor de todos.
“Primeiro Apóstolo do Brasil”, na expressão feliz de Simão de Vasconcelos, foi o nosso grande Manuel da Nóbrega, esse “inesquecível e tão ingratamente esquecido Manuel da Nóbrega”, na palavra igualmente justa do nosso grande historiador Capistrano de Abreu.
“Bom jurista, administrador de energia e clarividência, e homem de Deus" – assim o conceitua Serafim Leite.
Ao completar 53 anos, no dia 18 de outubro de 1570, prematuramente envelhecido, marcado por enfermidades e sofrimentos sem conta, desencarna o grande Nóbrega no Colégio do Rio de Janeiro, no antigo Morro do Castelo.
Clóvis Tavares
( Livro: “Amor e Sabedoria de Emmanuel” )

17 de outubro de 2010

75 Anos da Escola Jesus Cristo Espiritual

Hoje comemoramos os 75 ANOS de Fundação da Escola Jesus Cristo do Plano Espiritual que, conforme revelação de Clóvis Tavares, em sua 1ª mensagem, psicografada por Chico Xavier, e do próprio Chico Xavier, foi fundada por Nina Arueira 10 dias antes da terrena, ou seja, no dia 17 de outubro de 1935, na cidade de Nosso Lar, dentro do Ministério do Auxílio, em homenagem a Santa Margarida Maria Alacoque.
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Um pouco sobre Santa Margarida:
Margarida nasceu em 22 de agosto de 1647, em Verosvres, na Borgonha, França. Sua formação cultural e religiosa foi feita por monjas clarissas. Porém, desde cedo enfrentou dificuldades. Seu pai morreu e, logo em seguida, Margarida adoeceu. Sofreu com uma doença desconhecida, vivendo algum tempo na cama. Médicos e remédios não conseguiram curá-la.
Margarida, então, fez uma promessa para Nossa Senhora: se fosse curada, dedicaria sua vida ao serviço de Deus. Logo depois ela ficou curada. Convencida de que passara por uma intervenção divina, aos vinte e quatro anos foi para Paray-le-Monial, e entrou para a Ordem da Visitação, fundada por São Francisco de Sales, sessenta anos antes.
Um ano depois, na festividade de São João Evangelista de 1673, irmã Margarida Maria estava rezando diante do Santíssimo Sacramento. Jesus, então, se manifestou a ela de forma visível. Tal cena iria se repetir durante dois anos, sempre na primeira sexta-feira de cada mês.
Ao falar dessa visões, passou por incompreensões e julgamentos precipitados. Mas o padre jesuita Cláudio de la Colombiére foi indicado para fazer seu acompanhamento espiritual. Ele era muito respeitado no tratamento de experiências místicas. Com discrição o zeloso padre conseguiu penetrar nesse mistério, até referendar as palavras de Margarida Maria.
Ao final de dois anos, na manifestação de 1675, Jesus se apresentou com o peito aberto e, apontando para o coração disse: “Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles.”
Margarida foi nomeada mestra das noviças. E teve o consolo de ver que, aos poucos foi se consolidando a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Morreu suavemente, no dia 17 de outubro de 1690.

4 de outubro de 2010

São Francisco de Assis - O Imitador Perfeito do Cristo


Revela-nos o Fundador da Escola Jesus Cristo, Clóvis Tavares, em pregação comemorativa pelos 800 anos de nascimento de São Francisco Assis, em 04 de outubro de 1981:
  Recebi diversas bênçãos dele, através dos séculos, dentre alguns amigos da Escola que foram beneficiados por ele, o Pobrezinho de Assis. (...) É justo que a nossa Casa reverencie este nome abençoado, lembre o seu espírito e a sua obra, o seu amor a Jesus e o seu amor à Humanidade, nestes 800 anos de amor e de saudade. Para nós, nestes 800 anos de amor e de ajuda da parte dele, o Pobrezinho de Assis.
 Diz-nos ele, ainda, que, na manhã de Natal de 1951, o Prof. Pietro Ubaldi, na Escola Jesus Cristo, dirigiu algumas palavras de carinho e agradecimento, em especial ao povo de Campos, por toda ajuda e acolhimento recebidos. E, logo após, em conversa particular com Prof. Clóvis Tavares, contou que havia visto o espírito de São Francisco entrar pela porta dianteira da Escola, parar no interior do Templo, defronte ao biombo da entrada, e estender as mãos sobre a Escola, sobre o nosso povo, sobre os filhos de Deus que ali estavam, e abençoar a Escola Jesus Cristo. O que quer dizer abençoar os que estavam presentes, abençoar os que não estavam presentes, abençoar os que futuramente estariam aqui. Abençoar a todos nós.
 Em respeito a esta declaração do coração, em memória do fundador de nossa “casa de bênçãos”, prestamos nossa singela homenagem a este Benfeitor de nossa Escola, São Francisco de Assis, em seu dia.
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O Esposo da Pobreza
Francisco de Assis, um dia,
Assim que deixara a orgia
No castelo,
Entregou-se à Natureza,
A uma vida de aspereza
Num canto doce e singelo.
Abandonara a vaidade,
Buscando a paz da humildade,
A santa luz da harmonia;
E nas horas de repouso,
Francisco em estranho gozo
A voz de Jesus ouvia:
– “Filho meu, faze-te esposo
Da pobreza desvalida,
Emprega toda a tua vida
Na doce faina do bem.
Francisco, ouve, ninguém
Vai aos Céus sem a bondade,
Que é a grande felicidade
De todos os corações.
Esquece as imperfeições! ...
Vai, conforta os desgraçados,
Sedentos e esfomeados,
Flagelados pela dor.
Quem alivia e consola,
Recebe também a esmola
Das luzes do meu amor!”
Francisco chorava e ria,
E em divinal alegria
Via os lírios e os jasmins,
Que não fiam, que não tecem,
Com roupagens que parecem
Vestidos de Serafins;
As aves que não trabalham
E no entanto se agasalham,
Nos celeiros da fartura,
Saltando de galho em galho,
Buscando a graça do orvalho,
Bênção do Céu, doce e pura.
Via a terra enverdecida
Exaltando a força e a vida,
A seiva misteriosa
No seio dos vegetais,
E a ânsia cariciosa
Das almas dos animais.
E sobretudo, inda via,
A sacrossanta harmonia
Do coração sofredor,
Que não tendo amor nem luz,
Tem tesouros de esplendor
No terno amor de Jesus.
Francisco de Assis, então,
Submerso o coração
Em sublimes alegrias,
Entregou-se às harmonias
Vibrantes da Natureza,
Tornou-se o amparo da dor
E guiado pelo amor
Fez-se o Esposo da Pobreza...

Júlio Diniz
(Psicografado por Chico Xavier)

3 de outubro de 2010

Allan Kardec: "O Bom Senso Encarnado"

“Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade.” (Allan Kardec)

“Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição.” (Allan Kardec)
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Allan Kardec foi o Codificador do Espiritismo, começou a se interessar e estudar os fenômenos espíritas em 1854, aos 50 anos de idade, na França. Seu verdadeiro nome era Hippolyte Léon Denizard Rivail, e ele nasceu em Lyon, França, a 3 de outubro de 1804. Jovem muito inteligente, foi um estudioso de filosofia e pesquisador incansável. Estudou em Yverdun, na Suíça, com o educador Henri Pestalozzi, tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos para os mesmos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras. Conhecia a fundo os idiomas francês, alemão, inglês e holandês, além de dominar perfeitamente os idiomas italiano e espanhol. Casou-se em 6 de fevereiro de 1832 com Amélie Gabrielle Boudet. Retornou a Paris, passando a lecionar e escrever várias obras no campo da educação sobre aritmética, geometria, física, química, astronomia, fisiologia e ortografia. Tornou-se membro da Real Academia de Ciências Naturais.
Allan Kardec foi, sem dúvida, um espírito altamente qualificado, moral e intelectualmente, estando preparado para a tarefa de registrar e provar a pluralidade das existências, quando muitos ainda falavam de mistérios, fantasmas e fenômenos sobrenaturais. Depois do período triste da Idade Média, em que era proibido pensar e, mais do que isso, externar o que não fosse do agrado da Igreja de então, novas luzes se acenderam para a humanidade, nos séculos XVIII e XIX, brilhando a filosofia e expandindo-se a ciência. As ponderadas observações do Professor Rivail, com base em deduções lógicas e em princípios científicos, levaram-no a formular uma doutrina sólida, alicerçada no tripé: Filosofia, trabalhando com o pensamento e as idéias; Ciência, trabalhando com a experimentação e a prova; e Religião, desta extraindo os ensinamentos morais e a fé raciocinada. Dissecou as leis de ação e reação, demonstrou que não há efeito sem causa e fez ver a todos como se processam as relações entre o mundo visível, perceptível pelo nossos pobres sentidos, e o mundo invisível. Os chamados fenômenos espíritas deixaram de ser objeto de curiosidade, temor ou gracejo, passando a ser estudados com seriedade e base científica.
Entre 1857 e 1865, Kardec escreveu as cinco obras básicas do espiritismo, chamadas pentateuco kardequiano: O Livro dos Espíritos (filosofia), O Livro dos Médiuns (ciência), O Evangelho Segundo o Espiritismo (moral evangélica), O Céu e o Inferno (tratado sobre a justiça divina) e A Gênese (ensaio que analisa a Terra e o Universo, os milagres e as predições).  Foi O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de abril de 1857, considerado como o marco de fundação do Espiritismo. Em 1958 lançou a Revista Espírita em  1 de janeiro  e fundou a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Assim Kardec estabeleceu a Doutrina dos Espíritos ou o Espiritismo Cristão, fazendo sucumbir os dogmas seculares que têm atrasado a caminhada da humanidade em busca da verdade, da luz e do esclarecimento.
Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores. Desencarnou em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, Acima de sua tumba, seu lema: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei", em francês.
Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo: Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra… Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (…) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!

Fontes:
- Crônica de Waldir Leite do Jornal do Brasil, 11/07/2004.
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1 de outubro de 2010

Benfeitores e Amigos de Outubro

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01 – Desencarnação de Meimei [Irma de Castro] (1946)
01 – Desencarnação de Salvadora Assis (1975)
01 – Dia de Sta Teresinha de Lisieux
03 – Nascimento de Allan Kardec (1804)
04 – Dia de São Francisco de Assis
09 – Auto de Fé de Barcelona
09 - Nascimento de Inayá de Paula (1914)
09 – Nascimento de Maria da Conceição Souza [Dudu] (1942)
10 – Desencarnação de Bitencourt Sampaio (1985)
11 – Desencarnação de Vinícius [Pedro de Camargo] (1966)
11 – Desencarnação de Flávia Rocha Vasconcelos (1990)
15 – Dia de Sta Teresa D’Ávila
15 - Nascimento de João Amaro de Souza [João Amaral] (1927)
17 – Dia de Sta Margarida Maria Alacoque
17 – Fundação da Escola Jesus Cristo do Plano Espiritual (1935)
17 - Desencarnação de Francisca Ribeiro Barros [D. Chica] (2003)
18 – Nascimento de Pe. Manoel da Nóbrega
18 – Desencarnação de Pe. Manoel da Nóbrega
18 – Desencarnação de Tomás Alva Edison (1931)
18 – Desencarnação de Norival de Souza Nogueira (1958)
19 – Dia de São Pedro de Alcântara
19 – Desencarnação de César Lombroso (1909)
20 – Nascimento de Amaral Ornelas (1885)
22 – Dia de São Simão, o zelota
22 – Nascimento de Meimei [Irma de Castro] (1922)
25 – Desencarnação de Humberto de Campos (1886)
25 – Desencarnação de Aura Celeste (1944)
26 - Desencarnação de Ruy Barbosa M. Guimarães (1988)
27 – Fundação da Escola Jesus Cristo (1935)
28 – Dia de São Judas Tadeu
29 – Nascimento de Antônio da Costa Peixoto (1904)
29 – Nascimento de Clóvis Medina (1911)
29 - Desencarnação Martha Barreto Aguiar (2004)
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"Árvore santa a crescer
Num vigor todo imprevisto,
Produzindo vida eterna, -
Eis a Escola Jesus Cristo."
Cornélio Bastos
(Psicografado por Chico Xavier)
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25 de setembro de 2010

Virgílio de Paula: "O Ancião da Igreja"

Virgílio de Paula e Silva nasceu em 25 de setembro de 1872 em Santo Antonio do Imbé, 3º Distrito de Santa Maria Madalena. Do local onde nasceu, guardava carinhosamente a imagem: “apesar de ser bem velho já, ainda lembro nitidamente de que nasci num grande sertão de uma majestade sem par, num vale montanhoso, encantador e belo. Que riqueza natural apreciava-se ali! Que quantidade de aves tão lindas e de tantas variedades! Mutuns, pavões do mato, jacutingas, macucos, urus, inhambu-açus e uma infinidade de aves de variedade sem conta, ali viviam numa alegria infindável. Que florestas majestosas, de árvores gigantescas, centenárias e formosas e como era grandioso e feliz aquele ambiente!
Desencarnou aos 87 anos, na manhã do dia 06 de fevereiro de 1960, deixando por escrito: “Se houver alguém que chore por mim, peço que o faça o menos possível, pois deve ter consciência de que só o meu corpo foi que morreu e este mesmo não se aniquilará apenas transformar-se-á...
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Virgílio Paula fora o primeiro presidente de nossa Escola Jesus Cristo. Em crescimento constante, desdobrando-se em diversas atividades e recebendo em seu seio crianças, jovens e velhos, todos elegemos a figura ímpar desse ancião bondoso e sábio para presidente de nossa instituição, quando adquiriu ela personalidade jurídica.
(...) Deixou exemplos e lições de valores e virtudes. Não se trata de panegírico: os grandes Espíritos não se dedignam de pisar em nosso mundo, em missões de beleza espiritual, bem o sabemos. Assim foi o nosso Virgílio. Não apenas pregou o bem. Viveu-o, muito mais que o pregou.
(...) São de Capistrano estas palavras escritas a Luís Sombra, em 1910: “Há muitos meios de ser feliz, mas todos reduzem-se a um único: obedecer aos ditames da consciência, principalmente com sacrifício.”
Eis porque podemos dizer que Virgílio Paula foi feliz. Lutou, com coragem. Sofreu, sem queixas. Viveu os mais diversos ministérios do bem-fazer aos sofredores e aos pequeninos.
Amou, padeceu, ensinou, medicou, defendeu, construiu, plantou, dirigiu, pastoreou... Parodiando Capistrano, podemos dizer que todos esses verbos se reduzem a um único: exemplificou! E com sacrifício!
Foi um herói, mas nunca o soube nem nunca pensaria nisso: ele era suficientemente humilde.
E humildemente viveu com seu Evangelho, com sua família, com suas crianças, com a homeopatia para seus pobrezinhos... E com seus amigos, com sua enxada, com seu violino...
(...) Assim Foi Virgílio Paula: um sincero Discípulo de Cristo, que descobriu o Reino de Deus no próprio coração.
E nesse Reino viveu e vive, Deus louvado.
Clóvis Tavares
(Livro: De Jesus Para os que Sofrem)
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Alguém de que não me esqueço
Há uns cinco anos não o vejo.
É alguém de quem não me esqueço, nem facilmente o esquece quem o vir e o conhecer bem.
Chamam-no, quase todos, Vovô Virgílio.
Conheci-o, menina ainda. Era avô de Iara, uma colega do Grupo Escolar, e aprendi a chamá-lo vovô, também.
Lembro-me de como estimei-o desde o primeiro dia: criança gulosa, gostei mais dele que das rosquinhas saborosas que sua esposa me ofereceu.
Já era velho, calvo, de barbas brancas, aparadas talvez no mesmo corte de quando eram negras; a pele rosada e quase sem rugas, lábios finos e olhos azuis, muito azuis.
Sua figura toda a irradiar bondade e paz assemelha-se agora, para mim, a um patriarca hebreu.
Amava as crianças, os pássaros e as árvores, a música e os livros.
Sua casa foi sempre cheia de crianças de sua família, pequeninos que ele adotava e meninos da vizinhança.
As frutas de seu pomar pareciam-nos mais doces; tinham em casa, com os filhos, uma pequenina orquestra e seus livros e revistas pertenciam-nos, também.
Amava-nos a todos que lá íamos e nos acostumamos a visitá-lo.
Trabalhava no escritório de uma usina e, aposentando-se, foi morar numa fazenda.
Hoje está muito velho – tem quase noventa anos.Quem o vir, porém, reunir os moços do lugar e com eles formar uma orquestra, familiarizando-os com Mozart e Schubert; quem o vir alfabetizando os “molequinhos” da roça, descendo o morro  aos domingos para dar aula de Evangelho a crianças, jovens e adultos; quem o vir visitando enfermos, levando-lhes os frutos de seu pomar e a bondade de seu coração, não entenderá onde encontra forças aquele corpo de ancião.Que alma de jovem, incansável, realmente idealista!
Nenhuma tristeza inesperada o abateu, nenhuma ingratidão o decepcionou.
Morreu-lhe a esposa há meses. “Deus me deu, Deus me tirou, bendito seja o nome de Deus” – deveria ter pensado. E ali, junto ao caixão da companheira, recordou a coincidência de haver sido aquela mesma sala o local em que a vira pela primeira vez.
Conservava na alma, ainda, a poesia , a delicadeza da amizade dos primeiros tempos.
Sereno, continua ele a cuidar das crianças, da música, das árvores.
Sempre está lendo um novo livro e, pela manhã, os passarinhos pousam em seu ombro e comem migalhas em suas mãos.
Penso em Vovô Virgílio e não posso deixar de assemelhá-lo àquelas árvores de que fala Olavo Bilac:
Ele envelheceu “como as árvores fortes envelhecem: Na glória da alegria e da bondade, agasalhando os pássaros nos ramos, dando sombra e consolo aos que padecem.
 Maria Zenith Pessanha
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12 de setembro de 2010

AUTA DE SOUZA: "A COTOVIA MÍSTICA DAS RIMAS"!



Hoje é dia de recordarmos, com gratidão,  a nossa querida AUTA DE SOUZA, benfeitora espiritual de nossa Escola Jesus Cristo!


PEQUENA BIOGRAFIA

        "Auta de Souza nasceu em Macaíba, pequena cidade do Rio Grande do Norte, no dia 12 de setembro de 1876.
        Era filha de Eloy Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina de Souza, sendo irmã de dois políticos e intelectuais, Henrique Castriciano e Eloy de Souza.
        Ficou órfã de mãe, antes de chegar aos 3 anos de idade. Quase dois anos mais tarde, mais precisamente em janeiro de 1881, perderia também o pai.
       Em virtude da morte dos pais, Auta e os quatro irmãos mudam-se para Recife, onde vão morar com os avós maternos, no velho sobrado do Arraial.  Quando então, com 10 anos de idade, assiste à morte trágica do irmão Irineu. Era um 15 de fevereiro de 1887, quando o irmão subiu ao andar superior do sobrado com uma lamparina de querosene. Houve uma explosão do candeeiro e Irineu foi envolvido pelas chamas.
       Estudou no Colégio São Vicente de Paulo, coordenado por religiosas francesas. É no Colégio São Vicente que aprende e domina o francês, o que lhe possibilita a leitura no original de autores como: Vitor Hugo, Chateaubriand, Fénelon, Lamartine
       Em 1890, aos 14 anos de idade, surgem os primeiros sinais da tuberculose. A avó Dindinha, após levá-la aos médicos de Recife , sem encontrar qualquer alternativa de cura, resolve retornar com toda a família para Macaíba (RN).
      Auta, então, abandona os estudos, indo em busca da cura no interior. O avanço da doença obriga-a a buscar cidades do interior de clima mais seco. Auta em companhia da avó Dindinha, começa a peregrinar por vários lugares: Fazenda Jardim, Araçá, Angicos, Nova Cruz, Utinga, São Gonçalo, com intervalos em Macaíba e Natal, e ainda na Serra da Raíz, na Paraíba...
      Em 20 de junho de 1900, publica Horto, seu primeiro e único livro de poemas, que foi prefaciado por Olavo Bilac. Em sessenta dias, a edição estava esgotada.
     A tuberculose, no entanto, não arrefece. Aos 24 anos, no dia 7 de fevereiro de 1901, em Natal, morre Auta de Souza.
     Nove anos após a morte da poetisa, em 1910, saía a segunda edição, em Paris, com ilustrações artísticas de D. Widhopff. Em 1936, a terceira, no Rio de janeiro, com prefácio de Alceu de Amoroso Lima.
    Antes da publicação de Horto, parte de seus poemas foram publicados em jornais como A Gazetinha, de Recife, O Paiz, do Rio de Janeiro, e A República, A Tribuna, o Oito de Setembro, de Natal, e nas revistas Oásis e Revista do Rio Grande do Norte. Nas edições seguintes de Horto, foram incorporados às publicações, alguns poemas inéditos deixados pela escritora.
    Na poética de Auta de Souza, podemos observar um acentuado lirismo e leves traços simbolistas. Em função da sua história de vida, temas como a morte e o universo infantil, são fartamente observados."

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Após a sua desencarnação, a nossa poetisa escreveu, pela psicografia de Chico Xavier, sonetos e trovas de profunda espiritualidade, em sua maioria,
reunidos no livro AUTA DE SOUZA,
 publicado pela editora IDE.

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PRECE A JESUS

Sê louvado, Senhor, pela bendita escola
Da verdade, em que a Fé por sol se descortina,
Restaurando de novo a Celeste Doutrina
Em que o Mundo se eleva e a Vida se acrisola.

Templo, celeiro, lar, aconchego, oficina,
Revelação, apoio, entendimento, esmola,
Tudo que ampara, educa, alivia ou consola
Em tudo aqui te exalta a Presença Divina!...

Enquanto o Mundo chora, anseia, luta e avança,
Faze de nossa casa um pouso de Esperança
Na construção do Bem à luz que te descerra...

Aspiramos contigo a ser, dia por dia,
Uma forja de paz que trabalha e confia,
Uma fonte de Amor na aspereza da Terra.
AUTA DE SOUZA

Psicografia: Francisco Cândido Xavier
( Desconhecemos a autoria da fotomontagem )

5 de setembro de 2010

Em Lembrança do Dia de Lill

Paizinho meu, se a jornada
É a vida sacrificada,
Continuemos assim.
Sigamos de pés sangrentos,
Que Jesus brilha no fim.
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Ouve, Mãezinha querida,
Teu regaço acolhedor,
É meu refúgio de amor,
Encanto dos dias meus.
Na estrada de minha vida,
És minha fada de luz,
Anjo bom que me conduz
Às bênçãos do amor de Deus.

Versos de Lill
(Psicografado por Chico Xavier)
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"Nina Arueira teve um sonho. Sonhou com um menino vestido como marinheiro que vinha correndo ao seu encontro e lhe enlaçava o pescoço num arroubo de ternura imensa. A sensação do sonho foi de tal forma real que ela despertou com um grande sentimento maternal inexplicável e indescritível. Folheando uma revista algum tempo depois, avistou uma foto que a deixou pasma. Era o seu filho do sonho que estava ali estampado naquela foto. Recortou-a e emoldurou-a. Era um lindo menino com roupa de marinheiro, cabelos grandes e soltos, com grandes franjas cobrindo-lhe a testa, olhos amendoados e brilhantes, um nariz levemente arrebitado e um grande sorriso nos lábios. A grande gola de marinheiro sobre os ombros, com listras horizontais davam a ela a sensação de que de alguma forma seu sonho houvera sido registrado pela câmara de alguém. Só lhe faltava um nome. Escolheu um nome incomum: Lill. Escolheu ainda um dia, o dia 05 de setembro para ser o seu dia, como se fosse o seu aniversário.
Nina e Clóvis tinham um hábito de se escrever em inglês. Era uma forma de manter uma certa privacidade em suas correspondências e ao mesmo tempo praticar o inglês. Sobre a foto do menino, ela escreveu : "our little sailor" ou "nosso marinheirinho".
O sonho do pequeno marinheiro lhes povoou a mente e sentiam os dois que já eram pais do Lill. Falavam dele como se já estivesse entre eles e dividiam seu tempo juntos com as suas conversas sobre o Brasil, sobre o futuro casamento, sobre Lill e sobre as crianças órfãs."

Texto extraído do livro: A Morte é Simples Mudança.
Autor: Carlos Vítor Mussa Tavares.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
Organização: Flávio Mussa Tavares.

1 de setembro de 2010

Benfeitores e Amigos de Setembro

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03 Nascimento de Otávio Crisóstomo de Oliveira (1904)
04 – Nascimento de Laudelina Rocha [D. Loló] (1919)
06 – Desencarnação de Aurino Tavares (1952)
08 - Dia de São Tomás de Villanueva [São Tomás desencarnou em 08 de setembro de 1555, Valência - Espanha ]
09 Nascimento de Ma de Lurdes Oliveira [D. Lurdinha] (1932)
10 – Nascimento de Maria Dolores (1901)
12 – Nascimento de Auta de Souza (1876)
16 – Desencarnação de Juracy de Paula (1970)
20 – Desencarnação de Clícia Duncan Navega Dias (1987)
21 – Dia de São Mateus
22 – Nascimento de Caibar Schutel (1886)
23 – Nascimento de Hortelina Chaves [D. Caçula] (1903)
25 – Nascimento de Virgílio de Paula (1872)
25 – Desencarnação de Silvinho Lessa (1936)
27 – Nascimento de Ermelinda Maria S. Paula (1978)
28 – Nascimento de Amaro Riscado (1924)
28 – Desencarnação de Zeluska Vasconcelos (1984)
29 – Desencarnação de Maria João de Deus (1915)
30 – Nascimento de Leopoldo Machado (1881)
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Da estrela à raiz da erva
Vibra esta lei do Senhor:
O tempo apenas conserva
O que se faz por amor.
Auta de Souza
(Psicografia de Chico Xavier)