A Escola Jesus Cristo é uma instituição espírita fundada por Clóvis Tavares, sob inspiração espiritual de Nina Arueira, em 27/10/1935. Inicialmente denominava-se Escola Infantil Jesus Cristo, pois destinava-se a evangelização de crianças sob a luz da doutrina espírita, funcionando em pequena sala da casinha de D. Didi (mãe de Nina Arueira) aos domingos pela manhã, na antiga rua do Mafra; com a frequência de jovens e adultos, as aulas esclarecedoras do jovem Clóvis, a instituição perdeu o adjetivo, passando a denominar-se Escola Jesus Cristo - Instituição Espírita de Cultura e Caridade. O aumento do número de seus frequentadores levou a necessidade de mudar de local e, em 27 de outubro de 1939, no seu quarto aniversário, passa a funcionar em sua sede própria, adquirida pelo seu fundador com auxílio de amigos, na rua dos Goitacazes, 177 – Lapa, Campos dos Goytacazes/RJ. Atualmente, a instituição, funciona diariamente, com serviços de auxílio ao próximo e de aulas e pregações evangélicas e doutrinárias, descritos abaixo, em postagem do dia 30/08/2010.

Pesquisar este blog

20 de janeiro de 2011

Clóvis Tavares - 96 Anos de Nascimento

              "Clóvis é, ele mesmo uma certidão de imortalidade." (Chico Xavier)
*****
            "(...) Clóvis Tavares é uma referência para mim e é também uma rara unanimidade na comunidade espírita. Um destes faróis que nos ajudam a encontrar um norte, um sentido, uma direção a seguir. Um farol alimentado por um combustível poderoso que, de vez em quando me falta: a fé! Uma fé inabalável, a de Clóvis Tavares!" (Marcel Souto Maior)
*****

(Foto de Clóvis Tavares aos 20 anos de idade,
tirada em 20/01/1935)
*****

            Nasceu em Campos dos Goytacazes, em 20 de janeiro de 1915, dia de São Sebastião, no distrito de São Sebastião. Afeiçoou-se ao padre da Igreja de São Sebastião, chamado Émille Dés Touches, francês de nascimento. Foi o seu professor de Francês e seu primeiro orientador espiritual.
            Na adolescência, estudando no célebre Liceu de Humanidades de Campos, integrou um grupo de jovens idealistas que decidiram mudar o Mundo. Inscreveram-se no Partido Comunista do Brasil e viveram um sonho de liberdade. Dois desses jovens eram Nina Arueira e Clóvis Tavares, que enamoraram-se e tornaram-se noivos. Inesperadamente, Nina é acometida de uma febre tifóide e Clóvis passa a fazer plantão ao seu lado, passando noites acordado, em vigilância.
            Por um destes mistérios da vida, ela conheceu, já doente, um homem chamado Virgílio de Paula, que a recebeu em sua casa para prestar-lhe tratamento. Era um profundo conhecedor de Teosofia e Espiritismo. Ela interessa-se inicialmente pela Teosofia. Lê "Do Recinto Interno", de Annie Bésant e decide, já no leito, renunciar à política partidária. Conta a Clóvis a sua decisão. Ele passou a escutar de Nina as lições que ela ouvia do Vovô Virgílio. Virgílio de Paula, por sua vez, aos poucos introduziu um pouco de Evangelho em suas conversações com Nina. Foram apenas alguns meses, mas ela desencarnou considerando-se espírita.
            Após o seu desenlace é que Clóvis começou a ler os livros que ela lera no seu estágio derradeiro. E como ocorreu com Nina, ele também apaixonou-se pela visão espiritista. E com o mesmo afinco que se dedicara há apenas alguns meses à política partidária, passa a militar ativamente no meio espírita. Começa a freqüentar o Grupo Espírita João Batista, dirigido pelo Sr. Virgílio de Paula e outros companheiros da primeira hora do Espiritismo em Campos.
            Em pouco tempo, Clóvis passa a realizar palestras doutrinárias que a muitos atraíram por sua fluência evangélica e pelo ardor de seu verbo. Paralelamente a essas atividades, fundou uma escola de Doutrina Espírita para crianças, na casa da mãe de sua antiga noiva, a D. Didi Arueira. Passaram a chamar essa casa de "Escola Infantil Jesus Cristo".
            Iniciou-se uma Era nova para o Espiritismo local, até então conhecido apenas pelas sessões mediúnicas. Com Clóvis, alvorece, em 1935, o Espiritismo da cultura e da prática da caridade. Clóvis sempre priorizou na Escola Jesus Cristo o serviço de amor ao próximo e o estudo doutrinário. A mediunidade ocupava, como até hoje, papel auxiliar. Sempre ensinou ele aos que buscavam ajuda, que, em primeiro lugar, deviam espiritualizar-se pelo estudo e pelo trabalho, para depois libertar-se das possíveis influenciações.
            Paralelamente a atividade espírita, Clóvis Tavares lecionava História em duas escolas e Direito Internacional Público na Faculdade de Direito de Campos. Foi autor de livros espíritas, renunciando, todavia, aos direitos autorias, pois aprendeu com Chico Xavier a doá-los às Editoras que se dedicavam à difusão doutrinária.
            Tornou-se amigo íntimo de Chico Xavier, com quem conviveu por 50 anos. Freqüentava com assiduidade as reuniões do Grupo Meimei, em Pedro Leopoldo. Na década de 50, passou a se corresponder com o sábio italiano Pietro Ubaldi, a quem promoveu duas vindas ao Brasil, a última das quais, definitiva. Traduziu do italiano alguns de seus livros.
            Clóvis desencarnou em 13 de abril de 1984 em sua cidade natal. Declarou que somente se comunicaria, mediunicamente, através de Chico. O que ocorreu alguns meses após seu falecimento, em 22 de novembro de 1984, quando escreveu a primeira de uma série de seis mensagens por intermédio da mediunidade santa do seu querido amigo Chico Xavier.

Fonte: "O Espírita Mineiro" - 291
Autor: Flávio Mussa Tavares
*****
Palavras de Clóvis Tavares, psicografadas por Chico Xavier:
            "A inteligência na Terra de hoje sabe muito, no entanto, realiza muito pouco no campo do sentimento. Promover o retorno à simplicidade é um empreendimento quase que exclusivamente para gigantes.
            Estamos certos, porém, de que somos pigmeus, à frente de tanta grandeza, mas somos pigmeus de Jesus, somando iniciativas que Ele, o Divino Mestre, abençoa para a nossa felicidade." (trecho da mensagem psicografada em 28/05/1988)
 -----
            "Nunca nos foi possível a discriminação entre ricos e menos ricos ou entre pessoas virtuosas e aquelas julgadas distantes das qualidades espirituais que embelezam as almas.
            Quando me refiro aos 'menos ricos' é porque não compreendo possa existir pobreza ou penúria diante do Cristo de Deus. Os chamados pobres serão realmente pobres ou somos nós os mais ricos de conhecimento que lhes sonegamos a herança de socorro e amor que lhes compete no inventário dos bens que Jesus nos legou?" (trecho da mensagem psicografada em 09/08/1986)
*****

7 de janeiro de 2011

Recordando Nina Arueira

          Hoje recordamos Nina Arueira, fundadora espiritual da Escola Jesus Cristo, nos 95 anos de seu nascimento. Alma querida a quem tanto devemos. Deus a abençoe e a guarde eternamente!
*****
Pequena Biografia da Pequenina:
            Maria da Conceição Arueira (Nina Arueira) nasceu em 07 de janeiro de 1916, em Campos dos Goytacazes – RJ, faleceu jovem ainda vítima de febre tifóide, em 18 de março de 1935. O nome Nina veio do apelido Pequenina que recebera ainda criança e, aos poucos, foi convertendo-se em Nina.
            “Apesar de muito criança, era um espírito maduro, forte e profundo. Não à atraía a vida mundana, nem os divertimentos próprios dos jovens e, ao tratar-se com ela, via-se logo que era um espírito altamente evoluído. A seu respeito certo doutor grandemente preparado, muito ilustrado, inteligência de escol, chegou a dizer-me: - Estive muito tempo na Europa e lá (e mesmo aqui) convivi com sábios, com escritores célebres, com homens da maior cultura e conhecimento, mas nunca dentre eles, apesar de espíritos maduros e grandemente evoluídos, encontrei o desenvolvimento intelectual, a lucidez de espírito, a compreensão fácil e a profundeza dos pensamentos de Nina. Não há a menor dúvida – esta menina é, incontestavelmente, um gênio! – Mas, sobretudo, encantavam-me a sua pureza d’alma e a grandeza de seu coração. Ainda que não pertencesse a nenhuma igreja religiosa, o seu espírito livre e ao mesmo tempo perfeitamente disciplinado, era profundamente cristão, pois todos os seus atos, ideais e pensamentos estavam sempre em perfeita harmonia com as doutrinas luminosas e purificadoras do Evangelho do Divino Mestre de Nazaré, em toda a sua pureza.” (Virgílio de Paula).
*****
Palavras de Nina:
            Para obedecer às leis é preciso compreendê-las e sentí-las.
É preciso que elas estejam de acordo com a natureza – porque DEUS é uma natureza “infinita e incriada, que nunca teve princípio e nunca há de ter fim”.
            DEUS é uma força infinita, e nós somos cada qual uma força.
            DEUS é um credo infinito, e nós somos cada qual um credo.
            DEUS é o oceano interminável, e nós somos cada qual um mediterrâneo, nas reentrâncias da terra.
            É preciso lutar com as margens povoadas de répteis, e voltar, novamente, ao grande pélago.
            É ignorância a obediência cega; é sabedoria a compreensão sem limites.
            Creia em si, pois, o homem; o mundo é seu e o viver é seu; expanda-se, porque DEUS está muito além da simples crença e o coração muito além da inteligência; galgue-se o raciocínio, cruzem-se os horizontes, devastem-se os oceanos; afunde-se na crosta; multipliquem-se os esforços, porque DEUS está ainda muito depois do último esforço.
Nina Arueira
*****
Meu Amor
Encontrei meu amor no caminho do mundo...
Abri minha alma inteira para lhe dar guarida,
E pelo amor de amar.
O trouxe para a vida.
Meu amor infinito é mais que um sentimento...
É um espírito de luz no espírito de ânsia
Que tenho dentro de mim...
Meu amor infinito é mais que um coração,
É uma vida votada a um grande sonho...
E por ser infinito,
Meu amor é um céu
Que cerca todo o Céu,
E cerca toda a Terra,
E venturas e dores,
Tristezas e alegrias,
E noite de procelas e luar,
E internissímos dias...
Só pelo amor de amar...
Nina Arueira
*****
 (Fonte dos textos - Livro "Novo Céu e Nova Terra")

6 de janeiro de 2011

Selo 150 anos de O Livro dos Médiuns

*****
          Em homenagem aos 150 anos de O Livro dos Médiuns, publicado em 15 de janeiro de 1961, a FEB lança o selo alusivo que será utilizando na capa da Revista Reformador ao longo do ano de 2011.

1 de janeiro de 2011

Léon Denis, o "Apóstolo do Espiritismo"

*****
            Léon Denis. Filósofo espírita e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Nasceu na França, em 1º de Janeiro de 1846, numa localidade chamada Foug, na região da Alsácia Lorena, iniciando uma vida exemplar, na qual desde a mais tenra infância conheceu as dificuldades materiais, o trabalho árduo, mas também coisas belas, as quais soube apreciar e valorizar. Autodidata, tendo mostrado inclinações literárias e filosóficas.
            Aos 18 anos, conheceu, de Allan Kardec e teve contato com O Livro dos Espíritos e tornou-se adepto da Doutrina Espírita. Pouco tempo depois, assistiu a uma conferência proferida pelo codificador da Doutrina Espírita em Tours, cidade na qual viveu, até o fim de sua vida. Ali, de pé no jardim onde se realizou a conferência, sob a luz das estrelas, Denis bebeu as palavras de Kardec, que falava sobre obsessão e, desde então, entregou-se com todas as potências de sua alma, à causa do estudo e da divulgação da Doutrina Espírita, enfrentando as críticas do positivismo materialista, do ateísmo e a reação do Catolicismo.
            E é nesse espírito de total entrega que ele atravessa, imperturbável, todas as tormentas da existência: cegueira (a partir de 1910), guerras (inclusive a Primeira Guerra Mundial), críticas, perda de entes queridos, etc, sempre firme em seu posto, escrevendo livros e artigos, fazendo palestras, presidindo Congressos, sempre esclarecendo, consolando, animando. "Sempre para o mais alto!" É o lema que seu guia espiritual Jerônimo de Praga lhe dá para pautar a sua vida. É o exemplo que colhe da vida de sua amada "sorella", a heroína Joanna d'Arc. É o lema que ele nos dá a todos. Sua vida absolutamente coerente com a sua obra lhe vale o título de "Apóstolo do Espiritismo".
            Ao longo de sua vida manteve estreita ligação com a Federação Espírita Brasileira, tendo sido aprovada por unaninimidade a sua indicação para sócio distinto e Presidente Honorário da Instituição em 190. Em 1925 foi aclamado presidente do Congresso Espírita Internacional em Paris, no qual foi formada a Federação Espírita Internacional.
            Já próximo de sua partida para o plano espiritual, com 81 anos, continua em plena atividade e apressa-se em concluir o livro "O Gênio Céltico e o Mundo invisível", para entregá-lo a seus editores. Não chegaria a vê-lo publicado. Na manhã chuvosa de 12 de março de 1927, em seu quarto, em Tours (França), amigos fiéis acompanham seus últimos instantes. Sua esposa, "Mademoiselle" Baumard, tem nas suas as mãos do agonizante, que não cessa de lhe dar recomendações pelo futuro da Doutrina Espírita.


*****
Palavras de Léon Denis:
            "A verdade assemelha-se às gotas de chuva que tremem na extremidade de um ramo; enquanto ali estão suspensas, brilham como diamantes puros no esplendor do dia; quando tocam o chão, misturam-se com todas as impurezas. Tudo o que nos chega do Alto corrompe-se ao contato com a terra; até o íntimo do santuário o homem levou suas paixões; as suas concupiscências, as suas misérias morais. Assim em cada religião o erro, fruto da terra, mistura-se à verdade que é o bem dos céus".

            "Recorda-te de que a vida é curta; esforça-te, pois, por conquistar, enquanto o podes, aquilo que vieste aqui realizar: o verdadeiro aperfeiçoamento. Possa teu espírito partir desta Terra mais puro do que quando nela entrou! Pensa que a Terra é um campo de batalha, onde a matéria e os sentidos assediam continuamente a alma; corrige teus defeitos, modifica teu caráter, reforça a tua vontade; eleva-te pelo pensamento, acima das vulgaridades da Terra e contempla o espetáculo luminoso do céu..."

Benfeitores e Amigos de Janeiro

*****
01 - Nascimento de Léon Denis (1846)
01 - Lançamento da Revista Espírita por Kardec (1858)
01 - Fundação da Federação Espírita Brasileira (1884)
04 - Desencarnação de Alexandre Aksakof (1903)
06 - Lançamento do Livro "A Gênese" (1868)
06 - Nascimento de Joana D'Arc (1412)
06 - Nascimento de Neio Lúcius
07 - Nascimento de Maria da Conceição Arueira [Nina Arueira] (1916)
09 - Nascimento de Ernesto Bozzano (1862)
11 - Nascimento de Aura Celeste (1874)
11 - Desencarnação de João de Deus (1896)
11 - Desencarnação de Zilda Gama (1969)
14 - Desencarnação de Octávio Chrisóstomo de Oliveira (1965)
15 - Lançamento do Livro dos Médiuns (1961)
15 - Nascimento de Amaro da Costa Pinto (1898)
17 - Nascimento de Guillon Ribeiro (1875)
18 - Desencarnação de Ismael Gomes Braga (1969)
19 - Desencarnação de Frederico Figner (1947)
20 - Nascimento de Clóvis Tavares (1915)
20 - Desencarnação de Anália Franco (1919)
21 - Nascimento de Eusápia Paladino (1854)
21 - Desencarnação de Amélie Gabrielle Boudet (1883)
22 - Nascimento de Firmiano Martins Pinto [Dutra] (1901)
22 - Desencarnação de Antônio Gonçalves da Silva [Batuíra] (1909)
24 - Nascimento de Júlio Barcelos (1900)
26 - Desencarnação de Osías de Souza Brum (1990)
28 - Fundação da "Casa da Criança" (1940)
30 - Desencarnação de Caibar Schutel (1938)
31 - Desencarnação de Amaro da Costa Pinto (1957)
*****
"Proclamai o amor e a ventura decorrentes do trabalho, e não a fadiga que amedronta." (Nina Arueira)
*****

24 de dezembro de 2010

Um Pouco Sobre a Médium Yvonne Pereira

*****
Yvonne do Amaral Pereira nasceu em 24 de dezembro de 1900, no distrito de Santa Teresa de Valença, Rio das Flores-RJ e faleceu em 09 de março de 1984, na cidade do Rio de Janeiro-RJ.
            Foi uma das mais respeitadas médiuns brasileiras, autora de romances psicografados bastante conhecidos entre os espíritas. Dedicou-se por muitos anos à desobsessão e ao receituário mediúnico homeopático.
            Recém-nascida, com apenas 29 dias, teve um acesso de tosse que a sufocou, deixando-a em estado de catalepsia, em que se manteve por seis horas. Dada como morta pelo médico da localidade, foi preparada para o enterro e, momentos depois, o bebê acordou chorando. Yvonne cresceu numa família espírita. Era comum a família abrigar pessoas necessitadas, vivências que, segundo Yvone, marcariam sua vida para sempre.
            Com quatro anos de idade, a menina já dizia ver e ouvir espíritos, os quais, segundo ela, considerava como pessoas normais. Dois dos amigos invisíveis apareciam com mais freqüência: Charles, a quem ela considerava seu verdadeiro pai, e Roberto de Canalejas, que teria sido um médico espanhol do século XIX. As visões lhe perturbavam, e vinham junto com uma imensa saudade do que seria uma encarnação anterior, na Espanha.
            Aos oito anos de idade, a menina viveu novo episódio de catalepsia. Certa noite, durante o sono, percebeu-se diante de uma imagem do Senhor dos Passos pedindo socorro, pois sofria muito. A imagem, então, animando-se, dirigiu-lhe as palavras: "Vem comigo minha filha: será o único recurso que terás para suportar os sofrimentos que te esperam". A menina, aceitando a mão que lhe era estendida pela imagem, subiu os degraus do altar e não se lembrou de mais nada. Nessa idade teve o primeiro contato com um livro espírita. Posteriormente, aos doze anos, ganhou de presente do pai O Evangelho segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos. Aos treze anos de idade começou a freqüentar sessões práticas de Espiritismo.
            Yvonne teve como estudos apenas o antigo curso primário. Devido às dificuldades financeiras da família não conseguiu prosseguir nos estudos. Para auxiliar a família, e o próprio sustento, dedicou-se à costura e ao bordado.
            Na adolescência a mediunidade já tornará-se um fenômeno comum para Yvonne, que dizia receber a maior parte dos informes de além-túmulo, crônicas e contos em desdobramento, no momento do sono. A sua faculdade apresentava-se diversificada, tendo se dedicado à psicografia e ao receituário homeopático, à incorporação, à psicofonia e ao passe, e até mesmo, em algumas ocasiões, aos chamados efeitos físicos de materialização. Dedicou-se à atividade de desobsessão. Atuou em casas espíritas nas cidades de Lavras (MG), Barra do Piraí (RJ), Juiz de Fora (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Rio de Janeiro (RJ), onde residiu. Foi grande amiga de Chico Xavier e Clóvis Tavares.
*****

14 de dezembro de 2010

Sílvio Navega - Presidente e Grande Amigo da Escola

            Sílvio Navega Dias nasceu no dia 14 de dezembro de 1912, em Santo Antônio de Pádua-RJ, e faleceu em 12 de julho de 1994, em Campos dos Goytacazes-RJ. Foi Presidente e Vice-presidente por diversos anos de nossa Escola. Um ser humano extremamente afetuoso, dedicado, fiel e sincero. Verdadeiro Amigo de seus amigos. Abaixo colocamos um trecho de sua entrevista realizada em 11/09/1993 (meses antes de sua desencarnação) por Rubens Fernandes Carneiro e Flávio Mussa Tavares.
*****
*****
1 - Como que se tornou espírita?
            Era católico, cheguei a ser sacristão. Depois com a luta, com o sofrimento, fui me decepcionando com Deus. Chamei o padre e disse que não era possível Deus ser tão bom como eu cria que era e as pessoas sofrerem tanto. Havia uma parcialidade, uma desigualdade de tratamento com seus filhos. O padre disse que eu estava de cabeça torta.
            Esse conflito se deu entre 15 e 20 anos. Saí de Santo Antônio de Pádua com 25 anos. Depois de 4 ou 5 anos, fui para Niterói e, convidado para participar de uma reunião espírita.
            Até 1942, frequentei só sessão espírita, nunca havia assistido  a palestras. Fui saber o que era Espiritismo estudado, em Campos.  Espiritismo até Clóvis Tavares, Espiritismo de Clóvis Tavares em diante.
            Quando vim para Campos, no primeiro ano, não frequentei nada. Comecei a namorar Clícia. Em 1943,  fiquei noivo, passei a freqüentar a Escola Jesus Cristo. Maria  Augusta (irmã de Clícia) já trabalhava com Clóvis. Em pouco tempo, conheci Clóvis, mas sempre meio distante dele. Eu sempre vi nele uma estrela de primeira grandeza. Sempre tive muito respeito à pessoa dele.

2 -  Quando começou a fazer parte da Diretoria?
            Não me lembro bem porque fui entrando à medida que fui me envolvendo. Em lugar onde frequento, não sei ficar parado, não sei ficar neutro.             Clícia me disse, um dia, que Clóvis sugeriu que eu fizesse parte da Diretoria.

3 - Sobre os trabalhadores da primeira hora, tem algum fato importante que tenha marcado o Senhor?
            Quando o prédio novo foi inaugurado, em 1957, foi o Centenário do Espiritismo e inauguramos aquela pedra que Clóvis chamou de  dólmen  em homenagem aos druidas. Fui buscar a pedra de 960 Kg, em Morro do Coco, com um caminhão velho, caindo aos pedaços. O caminhão desceu do morro às carreiras. O caminhão perdeu o freio, a pedra quase furou a cabine. Se não tivesse um tronco no caminho, o caminhão estava descendo até hoje. Um milagre!
            Outro milagre foi tirá-la do caminhão e colocá-la no lugar, em pé, com as mãos e à noite, e já no prumo! Aquilo foi Deus que ajudou. Foi um fato que me impressionou!
            Para a inauguração, lembro que a última coisa colocada foi o presente de Seu Octávio, aquele painel. Um grande companheiro. Sabia valorizar a riqueza e distribuir com utilidade. Deixou parte de seus rendimentos para a Escola que se beneficiou grandemente.

4 - Você se firmou na Escola pela direção de Clóvis?
            Eu me lembro de quando Peixotinho veio para Campos. Chegou a freqüentar o Grupo Emmanuel, mas Clóvis não quis que se implantasse sessão de materialização na Escola, pra evitar problemas. Clóvis enxergava longe. Tinha olhos de raio-X.
            Um dos fatos que me marcaram foi quando Clóvis fraturou o fêmur. Eu participei da vida dele por dentro. Carreguei ele no colo com João Amaral, para bater chapa. Eu chorava por dentro de ver a dor que ele sentia.
            Clóvis entrou na vida da gente de uma maneira!.... Eu fui parar na UTI por conta do discurso em comemoração do 9º aniversário de falecimento dele. Eu disparei a chorar e disparou tudo! Ele era a razão de ser do Espiritismo em Campos.

5 - Há influência da Escola Jesus Cristo em Macaé, Itaperuna, São Fidélis?
            Em Pádua, minha terra. A prática doutrinária se modificou assustadoramente. Quem fundou o Grupo Espírita de Pádua foi Mário Barros e Henrique Barros, amigos meus de infância, que beberam na Escola Jesus Cristo primitiva de Clóvis Tavares. Perguntei se estavam imitando a Escola, eles disseram que a estavam seguindo.

6 - Como era o entrelaçamento entre Chico Xavier com a Escola Jesus Cristo e Clóvis Tavares?
            Em uma das visitas de Chico Xavier a  Campos, ele esteve em minha casa de Atafona, no dia 19/01/1967. Eu não estava, só Clícia. No dia seguinte era aniversário de Clóvis e fui cumprimentá-lo e agradecer por ter levado Chico à minha casa.
            Quando cheguei à casa de Clóvis, ele veio até a porta e falou logo que não me deixaria entrar para ver Chico, porque não podia abrir precedente. Chico tinha vindo para descansar! Quando queria uma coisa, cortava qualquer assunto que pudesse desviar o que pretendia.
            Falei que não havia ido lá para ver Chico Xavier. Havia ido cumprimentá-lo e agradecer o que fez. Nesse momento, Chico aparece e diz: “Navega, meu amigo, você não esqueceu que você, pra mim, é um homem trabalhador!” Eu disse: “Agora, Clóvis, você não vai me proibir.” Ele ficou encabulado. Rui Ribeiro e outros  entraram e aproveitaram para abraçar Chico!

07 - Como vê a Escola Jesus Cristo hoje?
            Sob um aspecto, vejo  como vi no primeiro dia. A Escola, pra mim, é um pedaço do céu que Deus jogou lá de cima e caiu na Rua dos Goitacazes, 177.  A Escola é uma porta do céu!

08 - Como interpreta os versos de Casimiro Cunha: “ ...antes de entrar, meu irmão,/ Deixes, lá fora, as sandálias/ Com que adoraste a ilusão.”?
            É o cá e o lá. Cá fora, o mundo; lá dentro, a bênção de Deus.
            Nunca me pegam, na Escola, conversando antes dos atos religiosos. Sempre vou bater papo depois que termina o passe.

09 - Deixe uma mensagem para os freqüentadores da Escola.
            O que eu diria a todos é que a Escola é diferente de tudo que conheço em matéria de Espiritismo. Frequentar a Escola é encarar com seriedade. Ela é, vou repetir, um pedaço do céu. A gente, quando está lá, é como dizia o apóstolo Paulo: “Quem está em Cristo nova criatura é.”  Viver na Escola é viver em Cristo.

1 de dezembro de 2010

Benfeitores e Amigos de Dezembro

*****
02 - Nascimento de Frederico Figner (1866)
03 - Desencarnação de Odorico de Souza Gomes (1985)
04 - Desencarnação de Charles Richet (1935)
05 - Desencarnação de Humberto de Campos (1934)
05 - Fundação do Departamento Feminino da EJC (1936)
08 - Nascimento de Maria da Conceição Amorim [D. Maricota] (1900)
06 - Desencarnação de Monsenhor Severino (1943)
14 - Nascimento de Sílvio Navega Dias (1912)
14 - Nascimento de Gilda Duncan Tavares (1935)
15 - Nascimento de Lázaro Luiz Zamenhof (1859)
16 - Desencarnação de Manoel Quintão (1954)
16 - Desencarnação de Arly Gomes da Silva (2009)
17 - Nascimento de Maria Luiza Rebel Guimarães (1909)
18 - Nascimento de Rui Ribeiro dos Santos (1929)
20 - Nascimento de Eurico Barros (1911)
21 - Dia de São Tomé
24 - Nascimento de Yvone A. Pereira (1906)
24 - Desencarnação de Dr. Felipe Uebe (1943)
25 - Dia de Natal
26 - Desencarnação de Maria Zenith Pessanha (1972)
27 - Dia de São João Evangelista
27 - Nascimento de Maria da Penha Rocha [D. Cotinha] (1927)
29 - Nascimento de Eloy Jorge de Assis Cunha (1928)
29 - Desencarnação de Eurídice Lima de Azevedo (2004)
30 - Desencarnação de Virgínia Wangllin Franco (2002)
31 - Desencarnação de Dejanira Bastos de Souza (1942)

*****
"Glória a Deus nas alturas, paz na Terra e boa vontade para com os Homens." (Lc. 2:14)